O colorado mudou paradigmas, reconstruiu uma marca, um orgulho. Reformou vestiários, departamentos e construiu suítes corporativas. Refez a cara do estádio, pintou-o, colocou assentos e cadeiras. Tentou seguir à risca o planejamento estratégico em voga.
Praticamente não existe comparações com administrações anteriores, os resultados foram vistos, tijolo a tijolo, camarote a camarote, gol a gol.

Entretanto, nem tudo é tão bonito assim. Um clube é o resultado da sua política de futebol, de jogadores e técnicos... E sendo clube de futebol, os resultados dentro de campo são fundamentais.
Aí eu pergunto: Qual o sucesso da administração Fernando Carvalho e Vitório Píffero à frente do futebol do Internacional? A maioria vai afirmar que o sucesso é total. 100%. Parabéns.
Pois eu digo que não. Você já deve estar me chamando de maluco. Aí eu pergunto de novo: Títulos como a Libertadores, Mundial, Recopa, Sulamericana e dois vice-campeonatos brasileiros abalizam a gestão da dupla Píffero e Carvalho? Você me dirá que sim. Eu digo que não. Não, eu não sou louco. Contudo, vamos aos fatos.
Em
2002, o que aconteceu? Um rebaixamento quase que completo, muito obrigado Paysandu, obrigado Librelato, Claudião e Fernando Baiano.
Fracasso.2003? Voltamos a ganhar grenais. Nossa, que maravilha. Era o primeiro passo do planejamento estratégico.
Fracasso.2004? Voltamos às competições internacionais. Um 5 a 0 do São Caetano sepultou a Libertadores na última rodada do Brasileirão.
Fracasso.
2005? Um campeonato brasileiro legítimo, mas roubado. Nova derrota para o Boca Juniors sepulta o ano. Posso dizer que
sucesso e fracasso ao mesmo tempo.
Aí vem o fatídico ano que salva Píffero, Carvalho e cia.

2006.
Pois bem, se você não se deu conta 2006 é igual a 2007, 2008 e 2009. Mas, como assim??
Sim,
após vencer a Libertadores, a administração colorada
VENDEU meio time, de forma
IRRESPONSÁVEL, quase que comprometendo a história centenária do clube. Queriam enfrentar o Barcelona com quem? Uma obra divina, chamada Gabirú salvou a pela da dupla Píffero e FC. Se ele não mete aquele golo, o que iríamos dizer?
Iríamos dizer o mesmo que falamos ao fim de 2007, 2008 e 2009. Venderam meio time.
Jorge Wagner, Sóbis, Bolívar e P.C. Tinga. Quem contrataram? Hidalgo e Pinga.
Este 2009 é apenas a continuação de uma política de futebol que pensa apenas no time para o Gauchão.
Já em 2007 temos uma repetição dessa política. Desmantelamento em agosto, baita time para o primeiro semestre de 2008. Meio de 2008 acontece o mesmo. Em 2009 eles começam um pouco mais cedo, pois o Alex e o Edinho foram embora em janeiro. Mas em junho o Nilmar se foi.
Em 6 anos desta administração o Inter participou de apenas 2 Libertadores, 2006 e 2007. Sendo a participação na segunda de forma vergonhosa. A terceira Libertadores vai escapar novamente, conforme escrevi mês passado, mais um ano perdido.
Enfim, a política de futebol colorada é equivocada. Caiu a ficha agora. Talvez para você também, gremista ou colorado. Mesmo o gremista mais medroso deve estar achando que sou louco. Mesmo gremista com medo do potencial do Carvalho. Apenas constato a imperfeição de uma gestão, que para a imprensa, torcida colorada e gremista, é perfeita.
O Carvalho entende de jogadores, todos sabem disso. O Píffero manja de clube, de obra, de estádio. Eles se entendem. MAS, a política de futebol do colorado é extremamente errada, desde 2006. Infelizmente o clube acha que o ano começa em agosto e termina em julho.
Um dia, quando mudarem para o calendário brasileiro do futebol para o modelo europeu, comemorarei o avanço desta gestão, que muito antes já planejava o clube com este pensamento, de acordo com o calendário do velho mundo. Que direção visionária meu Deus!
Ironias à parte... O Inter não é um clube tão planejado assim. Talvez um dia apareça um novo Gabirú que salve a pele de todo mundo mais uma vez.