quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O problema está em casa.

Quem chega de Marte, em Porto Alegre, nesse início de novembro, e depara-se com as manchetes dos jornais estampando que o Inter torcerá pelo Grêmio nos confrontos contra São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo, pensa que o colorado é líder do campeonato e está em grande fase, rumo à redenção.

Mal as manchetes explicam que seria mais prudente para os vermelhos focar as energias em treinamentos de finalização e posicionamento defensivo, para assim retomar o rumo por si próprio, melhorando a atual décima nona campanha nos jogos do returno Nacional.

Foco nos próprios problemas, essa é a dica.

É hora de mudar.

Talvez o destino esteja escrevendo certo por linhas tortas, de fato. Há poucos dias me posicionei como confuso diante do que esperar do futuro tricolor. O Grêmio, como citei, tinha tudo para evoluir, mas não evoluía. Os motivos? Eu não sabia. A correção? Tampouco.

Dia após dia venho pensando no assunto, e já consigo diagnosticar um pouco mais claramente a correção, ao menos. Sim, porque os motivos não ficam evidentes. Seria passível de crucificar todas as instâncias do tricolor. Dirigentes porque mandam pouco, treinador porque não se faz entender e jogadores porque não obtém resultados.

Então, motivos diversos-obscuros. Correção, clareando. Tenho lido que Autuori vem sendo pretendido para retorno ao futebol árabe. Quando achei que ele se posicionaria com a pá de cal, rechaçando essa possibilidade, uma surpresa: Autuori não descarta, e ainda por cima usa como exemplo a contratação dele por parte do Grêmio para insinuar que algo pode acontecer, dependendo do posicionamento da diretoria tricolor.

Dessa forma, coloca a mesma importância do Al-Rayyan em relação ao Grêmio, como futuro profissional, e ambição de carreira.

E como diriam as Organizações Tabajara, NÃO É SÓ ISSO! Autuori também refere que em dois ou três anos irá abandonar a carreira de treinador, e seguir seu percurso como manager. Oras, para pensar assim, deve julgar-se no fim da linha, ao lado do campo. Quer paz? Tranquilidade? Torcedores longe do cangote? Puxa vida, que falta de amor pelo que faz!

Um cavalo cansado, sem ambições, acima do bem e do mal, que tudo explica pelo seu "passado". Na casa do caramba o passado do Autuori! O Grêmio lhe paga um polpudo salário para conquistar e vencer o presente! Verborragias e elegância não colocam faixa no peito. Aliás, para o atual treinador parece faltar cabelo no peito para honrar com os compromissos de sucesso estabelecidos entre profissional e clube.

Ou pensou que fora contratado para apenas passar o tempo de contrato? Não! Autuori veio com a promessa de grandeza do clube, equiparando-se, assim, aos grandes elencos nacionais. Qualidade profissional lhe foi disposta. Dirige (mal) bons jogadores. No tempo de trabalho até então, já devia ter obtido maior êxito.

Sendo assim, eu, um defensor de trabalhos de longo prazo, posiciono-me nesse momento a favor da cisão contratual do manager-treinador, e busca imediata de reposição, a fim de startar logo a próxima temporada. Com os maus resultados apresentados, e a pouca vontade/ambição demonstrada de acertar, Autuori deixa claro que sua cabeça está longe do Estádio Olímpico, e assim sendo, não serve.

Reposição com Tite? Dorival Júnior? Adilson Baptista?
É hora de mudar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um clube nem tão planejado assim

Desde que Fernando Miranda assumiu o clube saneando muitas dívidas, e com a posterior administração de Fernando Carvalho e cia, muito se falou da organização e do modelo de gestão do Sport Club Internacional como instituição, sendo coroado até com prêmio do PGQP (Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade).

O colorado mudou paradigmas, reconstruiu uma marca, um orgulho. Reformou vestiários, departamentos e construiu suítes corporativas. Refez a cara do estádio, pintou-o, colocou assentos e cadeiras. Tentou seguir à risca o planejamento estratégico em voga.

Praticamente não existe comparações com administrações anteriores, os resultados foram vistos, tijolo a tijolo, camarote a camarote, gol a gol.

Entretanto, nem tudo é tão bonito assim. Um clube é o resultado da sua política de futebol, de jogadores e técnicos... E sendo clube de futebol, os resultados dentro de campo são fundamentais.

Aí eu pergunto: Qual o sucesso da administração Fernando Carvalho e Vitório Píffero à frente do futebol do Internacional? A maioria vai afirmar que o sucesso é total. 100%. Parabéns.

Pois eu digo que não. Você já deve estar me chamando de maluco. Aí eu pergunto de novo: Títulos como a Libertadores, Mundial, Recopa, Sulamericana e dois vice-campeonatos brasileiros abalizam a gestão da dupla Píffero e Carvalho? Você me dirá que sim. Eu digo que não. Não, eu não sou louco. Contudo, vamos aos fatos.

Em 2002, o que aconteceu? Um rebaixamento quase que completo, muito obrigado Paysandu, obrigado Librelato, Claudião e Fernando Baiano. Fracasso.
2003? Voltamos a ganhar grenais. Nossa, que maravilha. Era o primeiro passo do planejamento estratégico. Fracasso.
2004? Voltamos às competições internacionais. Um 5 a 0 do São Caetano sepultou a Libertadores na última rodada do Brasileirão. Fracasso.
2005? Um campeonato brasileiro legítimo, mas roubado. Nova derrota para o Boca Juniors sepulta o ano. Posso dizer que sucesso e fracasso ao mesmo tempo.

Aí vem o fatídico ano que salva Píffero, Carvalho e cia.

2006.
Pois bem, se você não se deu conta 2006 é igual a 2007, 2008 e 2009. Mas, como assim??

Sim, após vencer a Libertadores, a administração colorada VENDEU meio time, de forma IRRESPONSÁVEL, quase que comprometendo a história centenária do clube. Queriam enfrentar o Barcelona com quem? Uma obra divina, chamada Gabirú salvou a pela da dupla Píffero e FC. Se ele não mete aquele golo, o que iríamos dizer?

Iríamos dizer o mesmo que falamos ao fim de 2007, 2008 e 2009. Venderam meio time.
Jorge Wagner, Sóbis, Bolívar e P.C. Tinga. Quem contrataram? Hidalgo e Pinga.

Este 2009 é apenas a continuação de uma política de futebol que pensa apenas no time para o Gauchão.

Já em 2007 temos uma repetição dessa política. Desmantelamento em agosto, baita time para o primeiro semestre de 2008. Meio de 2008 acontece o mesmo. Em 2009 eles começam um pouco mais cedo, pois o Alex e o Edinho foram embora em janeiro. Mas em junho o Nilmar se foi.

Em 6 anos desta administração o Inter participou de apenas 2 Libertadores, 2006 e 2007. Sendo a participação na segunda de forma vergonhosa. A terceira Libertadores vai escapar novamente, conforme escrevi mês passado, mais um ano perdido.

Enfim, a política de futebol colorada é equivocada. Caiu a ficha agora. Talvez para você também, gremista ou colorado. Mesmo o gremista mais medroso deve estar achando que sou louco. Mesmo gremista com medo do potencial do Carvalho. Apenas constato a imperfeição de uma gestão, que para a imprensa, torcida colorada e gremista, é perfeita.

O Carvalho entende de jogadores, todos sabem disso. O Píffero manja de clube, de obra, de estádio. Eles se entendem. MAS, a política de futebol do colorado é extremamente errada, desde 2006. Infelizmente o clube acha que o ano começa em agosto e termina em julho.

Um dia, quando mudarem para o calendário brasileiro do futebol para o modelo europeu, comemorarei o avanço desta gestão, que muito antes já planejava o clube com este pensamento, de acordo com o calendário do velho mundo. Que direção visionária meu Deus!

Ironias à parte... O Inter não é um clube tão planejado assim. Talvez um dia apareça um novo Gabirú que salve a pele de todo mundo mais uma vez.

Mais um domingo da Dupla.

Breves análises do enfadonho domingo proporcionado pela dupla, aos gaúchos.

* O Grêmio repete-se há pelo menos seis meses, quando na gestão de Autuori/Meira conquistou apenas uma vitória dentre todos os mais de vinte jogos disputados como visitante. Antes, com equipe bastante semelhante, e até menos qualificada, Celso Roth enfileirava bons resultados fora do Estádio Olímpico.

Pra quem não lembra, Roth foi demitido por causa dos Grenais, e a consequente bronca da torcida com isso. A campanha do carranca era muito boa fora de casa, e aliava isso à bons resultados também no Olímpico.

Então não venham agora o Autuori e a Diretoria se isentar de responsabilidade, e creditar apenas aos jogadores esse retrospecto pífio como visitante. Parcela de culpa os atletas têm; mas ao meu ver, o comando foi mais falho que os peões.


* Quanto ao Internacional, entregou um dos melhores grupos do Brasil à um dos piores treinadores possíveis. Nada contra Mário Sérgio, que por sinal é um homem de muito valor e credibilidade. Mas tudo contra seus últimos trabalhos. Na era dos Pontos Corridos é o pior treinador brasileiro em retrospecto.

Com esses atritutos, como poderia reerguer o Inter?

A direção, na hora da onça beber água, sonegou Nilmar e Magrão à Tite, sem a devida reposição. Na sequência, "culparam" o pobre do treinador, até então cativo do G4, e o botaram à olhar Classificados de Empregos aos domingos.

Até aí aceitável; mas se a reposição fosse superior. Abriram mão de Tite para repor com um treinador-tampão? Assim, abriram mão do ano do Centenário colorado. Libertadores começa a ser sonho - antes era realidade. Título comemora seu trigésimo aniversário da última vez.

A torcida, bem, essa ressucita o "Portão 8", e indigna-se com a falta de oposição no clube, e consequente chacrinha do todo-poderoso Vitório Píffero.

Organização é tudo!

Acompanhei a reta final da Liga Nacional de Futsal. Jogos disputados, velozes e animados. Equipes - cada qual à sua característica - apresentando um Futsal que dá gosto.

Sempre cito que me impressiono com a evolução desse esporte. Sou do tempo que haviam posições em quadra. O fixo, dois alas (esquerda e direita) e o pivô. Taticamente algo entendível até para os mais leigos. Quando se fazia "escolinha", por exemplo, o "professor" te perguntava a posição, e tu, facilmente respondia: "sou pivô, professor".

Pois sim, isso não existe mais. Talvez alguns conservadores ainda acreditem; talvez. Mas basta colar o olho em uma partida de Futsal e facilmente nota-se que posição fixa é coisa do passado, e o ala de outrora, hoje corre por todos os lados. O pivô desarma todo mundo na linha defensiva. O fixo é um dos artilheiros do campeonato.

Esse é o Futsal atual. Fosse no campo, chamaria-se FUTEBOL-TOTAL. Não há posição, há posicionamento. Não há marcação, há desarmes. Não há atacantes, há preenchimento ofensivo. Não há goleiros, há craques que, também, usam as mãos. Muito bonito de ver.

Carlos Barbosa representou o Sul, e como da origem destas pampas era o time mais fraco, pero, mais organizado. Jaraguá representava o capitalismo do Malwee, tipicamente Rio-Sãopaulista, mas defendendo as cores catarinenses.

Um era o conjunto. O outro as individualidades. ACBF bem treinada, postada, ágil e valente. Malwee requintada, cara, qualificada, talentosa. Pois os comandados de Paulinho Mussalen tinham sangue no olho. O algo mais, aquele que apenas se tem quando se sabe que o adversário é superior, e que futebol APENAS não bastará.

Aqui, Lavoisier, Jé e Sinoê. Lá, Tiago, Cabreúva e Lenísio. Quis o destino que Falcão se ausentasse nos dois jogos decisivos. E a sorte realmente estava com os gaúchos. Tetra nacional, festa na Serra Gaúcha, e mais uma vez a prova de que organização é tudo no Esporte, e sempre traz resultados.

Parabéns, ACBF.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Independiente de Avellaneda volta com tudo!

O Independiente de Avellaneda inaugurou seu novo estádio na noite de ontem ao vencer o Colón de Santa Fé por 3 a 2. Após 2 anos e 10 meses, perambulando por Buenos Aires, e alugando as canchas do Lanús, Huracán e do Racing, o Independiente finalmente retornou à velha casa Libertadores de América. O estádio conta com suítes e camarotes nas quatro quinas do campo, e tem capacidade para 45 mil torcedores.

Os recursos utilizados foram do próprio clube, reestruturado após 5 anos da administração de Julio Comparada. 80% da verba foi proveniente das vendas de jogadores como: Ustari (goleiro), Agüero (atacante do Atl. de Madrid), Carlos Matheu (zagueiro que já retornou), David Abraham (zagueiro), Juan Eluchans (meia-esquerda) e o centroavante Germán Denis.

É, o velho e copeiro Independiente está de volta. O clube solidificou na gestão, reconstruiu seu estádio do zero no mesmo local, e renegociou todas suas dívidas. Em breve voltará ao cenário sulamericano. Merecidamente. Um gigante acordou, ainda bem.

Fotos da inauguração:
Fonte: www.ole.com.ar; www.independiente.com

Fernandão estragou o Goiás

Ele chegou de helicóptero e mandou o Hélio dos Anjos tirar o volante do time para entrar na equipe que era a sensação do Brasileirão. O ataque agora deveria formado por um quarteto e não mais pela trinca Léo Lima, Iarley e Felipe.

Fernandão voltôoo oo oo! Cantavam os torcedores esmeraldinos.

Ele fez sua estreia. 4 a 0 para o Internacional, e Fernandão expulso aos 15 minutos de jogo. Hélio Aberto dos Anjos voltou à antiga formação e venceu alguns jogos, mas o Fernandão não aguentou muito no banco não, ele não suportava a situação. Desta vez o escolhido fora o artilheiro do time, acreditem! Felipe foi para o banco, e Fernandão por decreto virou titular.

O Goiás venceu seu último jogo no campeonato contra o Grêmio, com Felipe saído da casamata. Ali ele já dava adeus ao sonho da artilharia, e o gaúcho que encantava o Goiás, expoente do time, era um mero reserva.

Hoje mais uma vez entrou o Felipe, aos 32 minutos do segundo tempo quando seu time já tomava 2 a 0. É, ele continua no banco. O Goiás já não vence mais, há seis jogos, e o Fernandão continua escalado.

Fez certo o Carvalho ao "tentar" contratá-lo por e-mail. Está na história.

Tanque no mercado

E por quê não, Grêmio?


--
Ano passado muito escrevi sobre a importância de Marcel no esquema de Celso Roth, e as inúmeras vitórias que ocorriam quando ele estava em campo. Atacante de força, presença e marcação forte na saída de bola; dá boas alternativas de jogadas, e apesar de não ser nenhum primor técnico, compensa seus defeitos com muita entrega e participação.

Clubes brasileiros que queiram um bom centroavante para a próxima temporada acabam de ganhar uma bela possibilidade.

Fonte - Imagens: http://gremio1903.files.wordpress.com

Rochemback joga no meu time.

Quando a imprensa resolve, tira alguém pra Cristo e está pelada a coruja. Não faltam exemplos de profissionais que foram rotulados pela mídia, e mesmo que provem o contrário, acabam caindo na desgraça popular.

Vejo isso acontecendo nesse momento com Fábio Rochemback. Trata-se de um GRANDE jogador. Um volante maiúsculo. Marca e joga. Forte, alto, capaz. Em paralelo a tantas virtudes, encontra-se num mal momento da carreira.

Seu futebol está sem brilho. Os passes antes acertados à exaustão, agora carecem de maior primor. Os chutes antes disparados como mísseis, hoje não assustam os arqueiros adversário. Uma má fase, somente isso.

Pois um movimento que iniciou-se sorrateiro, agora toma contornos de complô. A imprensa cria notícias, e a grande-massa acata; essa é a sequência das coisas. Pronto, a imprensa determinou que Roca não serve, e aí está: clamor popular contrário à presença do volante.

Obviamente concordo que Roca está fora de sua melhor forma técnica. É questão de confiança, não tenho dúvidas. Como se readquire a melhor condição técnica? Assistindo partidas na casamata? NÃO. Tem que jogar. Lance a lance, partida a partida, a confiança é retomada.

Futebol ele tem, TODOS sabemos. Não caiam no conto popular de eleger um dos referenciais técnicos do Grêmio como problema, ao invés de solução.

ROCHEMBACK JOGA NO MEU TIME.

Fonte - Imagens: www.clicrbs.com.br

O campeão voltou!

Vitória magra, suada, sofrida. Mas vitória. Na hora que tinha de ser. Jogo de seis pontos, praticamente uma final antecipada; e o São Paulo fez a lição de casa. Para muitos uma vitória injusta, para os mais racionais, a vitória de quem sabe os atalhos do Campeonato que disputa.

Antes treinado pelo Muricy, agora pelo Ricardo Gomes - e a estratégia segue rigorosamente a mesma. Se não sofrer gol, soma ponto. Se o adversário errar, soma três. Sem precipitações. Uma equipe que dentro de casa posiciona-se atrás da linha da bola e deixa cancha pro adversário se divertir ao bel-prazer.

Inútil. Como referi, o atalho já é deles. Sabem onde pisam; não chegaram por acaso à liderança faltando seis rodadas. São calejados, a base se repete título após título. Um time que aprendeu a conquistar o Brasileirão, e não tem medo disto, diferentemente de seus concorrentes.

Todos os outros times assumem a liderança e carregam consigo um fardo. Pesado, sim, muito pesado! O São Paulo não. Parece que nasceu para isso. Dá aula aos demais sobre como se ponteia um Campeonato desses.

São pragmáticos. Parecem a Alemanha na Copa do Mundo; como o Galvão Bueno diz: "jogam algo parecido com futebol, mas dá certo". Exatamente isso. Sabem a importância de estar sempre somando pontos.

Podem perder a liderança mediante vitórias do Palmeiras ou Atlético ainda nessa rodada. Sim, podem, mas voltaram de vez pro páreo, e nesse turfe já fizeram muita revista. O hepta/tetra está próximo, O CAMPEÃO VOLTOU.

Fonte - Imagens: www.globoesporte.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pipocou

Os sonhadores caíram na realidade? Era sabido que este time colorado amarelaria de novo na hora decisiva. Só os japoneses mesmo do Oita Trinita para perderem uma decisão para o Inter.

O time pipocou novamente.

O Alecsandro tem o faro do gol, o tino, mas não é raçudo, indignado e sempre falha na hora H. D'Alessandro teve a bola do primeiro tempo e não conseguiu tirar do Bosco, o fulano errou o último passe, o Taison não faz gol desde o final do primeiro turno... E assim foi 2009 e o segundo semestre. "Cabou-se".

Quase. Mais uma vez. Este quase ainda vai custar a classificação à Libertadores, e aí não quero nem escutar o pipocar de foguetes no Rio Grande do Sul.

O tesão do gremista acabou.

O tesão acabou. A torcida do Grêmio não comparecerá essa noite ao Estádio Olímpico, assim como não comparecerá mais em grande número nessa temporada.

Certamente um contingente reduzido de pagantes irá assistir aos últimos jogos, e prontamente, no primeiro sinal de fraqueza da equipe, ouvir-se-á murmúrios da Social do Estádio. Reflexo da produção em campo na temporada. Reflexo do desempenho instável, e por consequência dos números incompatíveis com o investimento.

Fácil explicação. O time não convence. Vem chegando o verão, como diria a famosa música da Marina Lima, mas o calor no coração já não retrata a realidade. Morno, assim está o coração gremista. Uma equipe que não prova suas qualidades em campo, e deixa o Grêmio na Zona mais incipiente da tabela, não merece o apoio maciço habitual dos tricolores.

Vontade de ajudar não faltou. A torcida como de praxe compareceu durante o ano. Empurrou, ajudou. Até onde aguentou. Não se briga por título; nunca se zoneou a Libertadores; não há risco de perder a vaga pra Sulamericana; tampouco qualquer possibilidade de Rebaixamento. Nada em disputa - a cara do Autuori esse desempenho.

Oras, então o que o Grêmio ainda faz no Brasileiro? Temporada perdida. 2009 é um hiato na história do Imortal. Nada acrescentou. Talvez daqui uns anos usemos-na como objeto de explicação dos grandes títulos que iniciarão em 2010? Talvez. Paulo Autuori tem crédito em seu passado para permitir tal expectativa. Mas o presente é pouco alentador.

Jogo jogado

Não criei expectativas para o jogo desta noite, entre São Paulo e Internacional. É jogo jogado para o tricolor do Morumbi. Tenho meus motivos para não acreditar no colorado às 21h e 50min.

Como já citei no Detriva.com, o Internacional corre sérios riscos de ficar fora da Libertadores. Este time que tenta se desgualepar, não mete medo em ninguém, aliás, nunca meteu.

O histórico no ano afirma isso. Se não fosse o gol do Andrezinho no apagar da luzes na Copa do Brasil contra o Flamengo no Beira-Rio, e não fossem os quatro grenais com vitórias, o ano por si só seria medíocre. Ainda não é porque o colorado mantém a campanha de G-4 no Brasileirão.

Pois bem, vejamos o retrospecto do Inter neste ano contra times fortes ou grandes.

Corinthians: Perdeu o título da Copa do Brasil sem ganhar 1 jogo. Brasileirão: 1 vitória do Nilmar na abertura do Brasileirão, e derrotado no Beira-Rio. 4 pontos em 12.
Flamengo: Vitória aos 48 do segundo tempo. Empate no Maracanã pela Copa do Brasil e empate no Beira-Rio pelo Brasileirão. Derrotado por 4 a 0 no Brasileirão no Maracanã. 5 pontos em 12.
Coritiba: 2 vitórias em casa e 2 derrotas fora. 6 pontos em 12.
Cruzeiro: Empate no Mineirão e derrotado no Beira-Rio. 1 ponto em 6.
Palmeiras: 1 vitória início do torneio e 1 derrota por 2 a 1 no Parque Antarctica. 3 em 6.
Santos: Empate na vila, não jogou a volta. 1 em 3.
Grêmio: 1 vitória e 1 empate no Brasileiro. 3 em 6. Não contabilizo o gauchão.
Atlético Mineiro: Vitória em casa de 4 a 0 nos reservas atleticanos com 7 desfalques. 3 em 3.
Atlético-PR: 1 derrota e 1 empate. 1 em 6.
Vitória-BA: 1 derrota e 1 empate. 1 em 6.
União Rondonópolis-MT: 1 derrota e 1 vitoria. 3 em 6.
Universidad de Chile: 1 empate e 1 derrota. 1 em 6.
São Paulo: Empate no Beira-Rio. 1 em 3.

Algumas vitórias circunstanciais e 70% dos resultados em empates e derrotas. Menos de 50% de aproveitamento em quase todos os confrontos.

Agora eu pergunto: Há esperanças para o jogo desta noite? Não, é jogo jogado para o São Paulo, este Inter de 2009 fracassa na hora H, na hora decisiva ele deveria usar o uniforme dourado.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Não gosto do Sant´anna. Mas hoje ele está certo.

Todos que me conhecem sabem que não gosto do Paulo Sant´anna. Reconheço nele um homem importante e valorozo para a história do jornalismo gaúcho, mas inegável citar que sua saúde muitas vezes já não permite a serenidade de outrora.

Jornalista polêmico, capaz, e quase sempre superlativo. Gosta de aumentar os fatos, para assim demonstrá-los em seus textos bem escritos. Não faz meu gênero, mas aceito-o como um dos dinossauros da imprensa, e isso por si só torna-o deveras importante.

Sabiam que em toda a RBS, por ordem escrita do Sirotsky, ele, Paulo Sant´anna, é o único autorizado a fumar? Isso mesmo, em qualquer dependência da empresa, Sant´anna pega seu cigarrinho, conforta-o entre os lábios, puxa seu Zippo e manda nicotina pelos poros. O único! Paulo Sant´anna. Por quê isso? Reconhecimento. Ele pode.

Pois hoje, mesmo eu não gostando de muito do que ele fala, me rendo a uma coluna que retrata EXATAMENTE o que senti quando li a Zero Hora de ontem, pós-Grenal. Preciso, perfeito, exato. Ninguém da imprensa gaúcha falou do pênalti sobre o Réver.

Não trata-se de desculpa pelo resultado, afinal, todos - na imprensa e no Detriva - já expusemos os problemas técnicos do jogo, e principalmente do Grêmio. São sabidos os motivos da derrota e suas consequências. Mas é altivo lembrar que o jogo teve essa mácula. Um pênalti claro foi sonegado ao Grêmio.

O árbitro estava a dez passos do lance, se tanto. Nenhuma câmera da televisão é tão próxima quanto a sua visão. Devia ter visto Bolivar engalfinhado em Réver. Aliás, deve tê-lo visto, e por pura interpretação julgou inadequado colocar a bola na marca da cal. Um erro.

Como Sant´anna disse, se a partida tivesse placar mais elástico, um pênalti sonegado teria menor importância. Mas a vitória magra representa um erro ainda maior do querido Wilson Luiz Seneme (que já havia prejudicado o Grêmio neste mesmo Brasileiro). Interferiu no resultado; mas segue o baile.

Veja a coluna do Sant´anna, que referi no texto: http://migre.me/a1pm

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

2010 é logo ali, já diria Fernando Vanucci

No momento me sinto burro. Oco o suficiente para diagnosticar o problema do Grêmio. Gostaria de encontrar respostas fáceis, acertivas, simples, e PIRILÍN, num passe de mágica corrigir os tantos problemas visíveis até aos cegos do Instituto Santa Luzia. Mas não. Como disse, sinto-me oco.

Em parte entendo o porquê da minha dificuldade diagnóstica. O Grêmio tem bons jogadores na sua composição de grupo. Por exemplo, atletas mais qualificados do que tinha em 2008, quando por muito pouco não ganhou o título nacional com louvor. O Grêmio tem um treinador que facilmente encontra-se no TOP-5 nacional, com títulos e histórias de sobra. Oras, então o que falta?

A diretoria, bem, apesar de insossa e pouco incisiva em suas atitudes, abasteceu o comando técnico com jogadores capazes em praticamente todas as posições. Reforços chegaram, talvez não no número necessário, mas com qualidade provada no passado. Rochemback e Lúcio, os mais recentes, foram saudados na sua vinda. Herrera e Alex Mineiro eram a "certeza" de não repetir os problemas ofensivos da temporada anterior.

Pois bem. O ano passou, novembro está chegando, e ao Grêmio resta uma campanha morna no Campeonato Brasileiro. Não evoluiu ao longo da competição, nunca engrenou. Em paralelo, nunca caiu. Não assustou para o pior, nem motivou para o melhor. Foi o retrato do clube na temporada: MORNO. Insuficiente, para uma torcida ambiciosa. Talvez Autuori não saiba, mas o Grêmio sempre se caracterizou pelos brios. Revolta, indignação e superação são e sempre foram NECESSIDADES para o Grêmio obter sucesso.

Vai ver a "maioridade" de Autuori suprima tais fatores. A diretoria não cobra o bastante; acredita que uma hora ou outra a coisa entrará nos eixos por osmose. É aquilo que falo sobre dirigentes incapazes que escondem-se atrás de treinadores "medalhões", terceirizando a culpa por eventuais fracassos. O relógio não pára, e mostra que o tempo de dar certo já passou. Manter, acreditar? Já não sei.

Como disse, confuso quanto às respostas é meu estágio atual. Trocar a comissão para a nova temporada? Trocas sempre geram prejuízos. Manter Autuori e correr o risco de os problemas se repetirem? Não parece inteligente.

Assim sendo, resta olhar o trabalho além-campo, e perceber que a filosofia do clube como um todo está organizada. Há um planejamento para os jovens, há um trabalho de fortalecimento do marketing, há um ônibus moderno, há o Projeto Arena em andamento.

Enquanto Flávio Obino tem orgasmos, a torcida chora. Um choro ardido, engasgado, cansado.

Falta um time confiável, mas isso é bobagem. 2010 é logo ali, já diria Fernando Vanucci.


Fonte - Imagens: www.clicRBS.com.br; www.google.com/images

domingo, 25 de outubro de 2009

Venceu o menos pior

O Inter venceu o grenal deste domingo por 1 a 0. Pela história do jogo e pelo andamento dos times nesta fase do campeonato, venceu o menos ruim, em uma partida fraca tecnicamente. Abaixo destaco o que chamou a atenção na partida:

Plano Tático:

Vi o jogo de cima, na "superior". 442 colorado contra o 442 gremista. O do Grêmio com 3 volantes e 1 meia. O do Inter com 2 volantes e 2 meias.

Mário Sérgio:

O Internacional venceu jogando retrancado em seu estádio, jogando para não perder. O Mário Sérgio posicionou o colorado numa forma que seria a mais díficil de perder. Ele escalou o Inter para empatar, com um posicionamento defensivo de duas linhas de quatro quando se defendia, querendo vencer o jogo em algum contra-ataque. Bom, deu certo jogar com medo, não dará certo contra o São Paulo no Morumbi.



O GOL:

Aos 2 minutos e meio de jogo, a bola foi lançada para Alecsandro, que escora para o 10 de camisa vermelha, o 10 avança, livre sem marcação, dá um tapa nela pro lado e arrisca o espeto. A bola foi na altura do joelho do goleiro Victor, mas picou na linha da cal, um metro e meio antes de chegar no número 1 gremista. Ali ela tomou altura, e enganou o selecionável, GOL de D'Alessandro, 1 a 0. Acabou. Dali em diante, o Inter não acertaria nenhum contra-ataque a mais, e as duas linhas de 4 segurariam o ataque asmático tricolor. Agora eu já sei porque o Maxi é ídolo. O Grêmio poderia jogar mais 100 anos e o colorado não sofreria o empate.

Jogadores colorados:

Guinazú, Kléber, Bolivar e Índio os melhores do Inter. Bolívar e Índio principalmente pelos confrontos contra o fraco Perea, ganharam dele praticamente todas as bolas. Lauro não foi exigido, por isso não tomamos gol. Daniel foi péssimo, na sua limitação extrema, pois tentou jogar tudo o que pode, foi mediano. Giuliano deu agilidade, mas pecou muito no último passe. D'Alessandro saiu cedo demais ao meu ver. Taison foi importante taticamente, reconheço, cuidei ele, ele marcou muito. Alecsandro foi importante ao segurar as avançadas do Réver, mas foi lamentável na chance que desperdiçou. Quando avisarem que ele é ótimo e não craque, vai fazer mais gols. Sandro apenas marcou e conteve.

Autuori e o Grêmio:

O Autuori estava em um dia pouco iluminado. Nas substituições foi mal. Tirou o melhor do time no intervalo, Douglas Costa, colocando Herrera, que acabou tendo uma bizarra atuação com duas furadas incríveis em comprovada e nítida decadência técnica, apenas consolidou seu nome, Herrera.

Autuori deveria ter REMOVIDO de campo o ex-colorado Rochemback. Esse sim foi a pior decepção do jogo, juntamente com o burocrático Lúcio. O "Roca", troteando em campo, me lembrou o Magrão em seus dias, errou muitos passes, achou que era só dar tapinha nela, jogando uma bolinha enganosa com lançamentos tortos e trivelas erradas.

Réver e Adílson foram os melhores do Grêmio. Souza fez o que pode, mas teve atuação abaixo do esperado ao meu ver. Mário Fernandes logo não estará no Olímpico, joga muito. Túlio merece ser dispensado, é baixo, apenas bate e não joga. Onde está o Maylson? Acho que ele faria um melhor trabalho que o Rochemback. E o Robérson? Porque insistir mais uma vez em Herrera?

Acho que o Victor não falhou, apesar de a bola ser defensável.

Ao fim e ao cabo, ganhou o menos pior. Foi o grenal da contenção defensiva, foi o grenal do retrancão colorado, que não me agradou, que agrediu muito pouco, que atacou pessimamente. Foi o grenal de um Grêmio apático, sem indignação. Tcheco fez muita falta.

Projeções:

O Inter está numa encruzilhada, ou melhor, estará até a última rodada. Vocês verão, na última rodada o G-6 propiciará que um time possa ser campeão ou vice, ou ficar em quinto e fora da Libertadores em apenas uma partida, façam as simulações existentes por aí.

Ao Grêmio resta terminar entre os 8. Estará ao seu nível. O planejamento para 2010 deve começar mais cedo, pois a Copa do Brasil é especialidade gremista, e este time tem tudo para ganhá-la pela quinta vez. O Autuori começará 2010 pressionado. Infelizmente, o Gauchão balizará o que se pensa dele, pois este torneio degola times e técnicos, como já vimos com Celso Roth este ano.

Fonte - Imagens: www.clicRBS.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

José Mourinho ainda se lembra de Carlos Alberto

José Mourinho tem problemas com Mario Balotelli, 19 anos, revelação da Internazionale. Diz ele que jovens craques deslumbram, enriquecem, enlouquecem e largam o futebol. E Mario Balotelli caminha para fazer este destino.

A imprensa italiana questionou-o se ele tinha mais exemplos... e Mourinho disse: "Treinei um jogador que é ainda hoje o mais jovem da história a marcar numa final da Liga dos Campeões. Tinha 18 anos em 2004, agora deve estar com 23. Não sei onde joga hoje. Sei que ganhou a Champions em 2004, em 2005 foi para o Corinthians, em 2006 para o Werder Bremen (2007, na verdade, depois de passagem pelo Fluminense), em 2008 foi para o São Paulo e o Botafogo. É um jogador espetacular, absolutamente espetacular, mas não sei onde joga hoje. É significativo".

Não preciso dizer mais nada. Carlos Alberto joga muito.

Trecho da entrevista retirado do site globoesporte.com.

Maior do mundo? INCOMPETENTES.

Você sabia que o Flamengo, clube de MAIOR TORCIDA DO MUNDO, com mais de 32 milhões de torcedores, tem apenas cinco mil sócios adimplentes?

Isso mesmo, só cinco mil pagando em dia! De um universo de trinta e dois milhões de oportunidades. Como se explica?

Show de incompetência administrativa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Escalar é encher linguiça!

Muito já se falou e todos escrevem sobre a semana grenal. Nós aqui do blog já comentamos sobre isso. E, por este motivo, quero falar de novo. É semana grenal, oras. Quero seguir a risca o que se tem feito. Semana histórica e talecoisa. Quero incomodar. Torrar a paciência mesmo. Vamos ser iguais ao resto, estamos sem novidades e notícias.

Quero encher o saco. Encher linguiça. Polemizar. Chacotar. Chafurdar. ESCALAR. Sim, escalar.

Vamos escalar?

Olha, de segunda até hoje eu já li e escutei umas trocentas vezes as prováveis escalações de Inter e Grêmio.

Eu não aguento mais. "E o Grêmio, no 442, vem de... Se for o 451, será Victor... Pode ser uma surpresa, e aí o 352 com Victor...". "Mário vai com o Giuliano e o 442, com Lauro... É 352 com Lauro... Pode ser com o Daniel de ala, e o time no 361 com Lauro..."

Nunca se falou tanto em Lauro e Victor. Esses são os únicos certos. Aliás, falando em Lauro, porque não o expulsaram ainda? Mas isso é assunto pra outra hora, porque agora eu QUERO É ESCALAR!

Inter:
Lauro, Índio, Bolívar e Sorondo. Kléber, Sandro, Guinazú, D´Alessandro e Giuliano, Marquinhos e Alecsandro.

Grêmio:
Victor, Mário, Léo, Réver e Lúcio. Túlio, Adílson, Rochemback e Souza, Douglas Costa e Perea.

Eu escalo. Tu escalas. Eles escalam. Eu não tenho que falar. Eu encho o saco. Eu escalo. Todos escalam. Até o Autuori e o Mário Sérgio escalam.
Como é bonito escalar!

Acabou a paz do Palmeiras.

Analisando esta 31ª rodada do Brasileirão, iniciada ontem, e a ser completada no final de semana, constata-se algumas coisas; e a principal é que acabou a paz do Palmeiras. O time que até então destoava e mantinha uma vantagem segura rumo ao título, agora está acuado e preocupado com a abrupta aproximação dos demais concorrentes.

Celso Roth profetizou: seremos campeões. Acreditando em seus comandados e valorizando o trabalho desenvolvido, Roth coloca no Galo uma expectativa que julgo desnecessária, mas enfim, real. Vencendo o Vitória-BA do Mancini, no Mineirão, sábado à noite, o clube mineiro estará a um ponto apenas da liderança. Importante, sim, muito importante, ainda mais nessa reta final, e levando-se em conta a curva ascendente do Galo / descendente do Porco.

O clássico em Santos dirá se o São Paulo ainda é o peleador de outrora ou não mais. O time do Morumbi terá que recuperar os últimos maus resultados, e se não vencer a esquadra do Luxemburgo ver-se-á com reduzidas chances de brigar pelo hepta nacional. Ricardo Gomes tem de quebrar a cabeça, entrar fechadinho, e explorar os contra-ataques na sempre perigosa Vila Belmiro se ainda tiver ambição no Campeonato.

A galope, subindo a ladeira, vem o arredondado Flamengo, do Andrade. Não se trata de alguém capaz de dar uma esplanação tática, por exemplo, mas sim trata-se de um homem com a gene flamenguista. E isso, por si só conta muito, afinal o Flamengo é um clube nesse modelo. Clássico, acadêmico, folclórico, ofensivo. Com esses atributos, e com essa cara (aliado aos bons reforços que a diretoria lhe forneceu), Andrade torna o Mengão favorito a entrar no G-4 já nesta rodada, após o embate com o Botafogo, no Engenhão.

No Beira-Rio, o Grenal dirá o quê o Inter ainda quer. O colorado do Mário Sérgio não é mais a mesma criança que já foi, inclusive neste Brasileirão 2009, mas ainda é uma equipe recheada de bons valores individuais. Mal disposto na organização? Sim. Pouco confiante? Também. Mas em clássicos a vontade é o que sempre acaba prevalecendo, e a presença maciça de vermelhos no Estádio pode ser o diferencial pró-vermelho. Se vencer, o Inter fica a dois pontos da liderança. Na rodada seguinte pega o São Paulo, no Morumbi, jogo de seis pontos. É agora ou nunca.

Goiás e Cruzeiro - os demais postulantes à G-4 - vivem situações antagônicas. O Esmeraldino, que está perdendo fôlego devagarinho pega o desesperado Fluminense, no Serra Dourada. São três pontos muito possíveis. Difícil terminar a rodada na Zona da Libertadores, mas se aproximará com força. Já o Cruzeiro, do ótimo Adilson Baptista, vai ao Pacaembu enfrentar o Timão, do Mano. Cruzeiro está subindo, capaz de levar um empate para a Toca. Ao final das 38 rodadas certamente postulará a Libertadores 2010.

Agora é esperar e tirar conclusões às 20:30h do domingão. Boa rodada, decisões importantes, e combustível jogado pelo Palmeiras após a inexplicável derrota para o Ramalhão, no ABC.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Andrés Sanchez, PRESIDENTE!

Digam que não gostam do clube. Digam que não gostam da torcida. Digam que não suportam a maneira midiática como a imprensa o trata. Mas nunca desmereçam a potência que é o Sport Club Corinthians Paulista.

Trata-se de uma marca nacional. Esteve em baixa, naquele fatídico 2007. Ano ruim, más escolhas, péssimo final de administração do Dualib. Mas ali, na sua pior fase, o Corinthians encontrou a redenção. Andrés Sánchez, empresário, elegeu-se presidente do Timão.

De lá pra cá o clube só evoluiu. Administração moderna, focada em resultados. Tanto dentro de campo, onde conquistou três títulos nos últimos dois anos, após sair do pior buraco de sua história. Quanto fora de campo, buscando parcerias, patrocínios e valorização da imagem.

O Corinthians está forte, pensa grande. Conta com grandes nomes em seu elenco, além do mais promissor treinador da nova safra nacional. Mãos de ferro, evolutivas. Antônio Carlos, manager, envolveu-se em escândalo boêmio? Rua pra ele. Ronaldo estava junto? Multa, para não prejudicar o time.

Fala-se em grandes nomes para o centenário do clube. Riquelme é um deles. Inclusive já houve reuniões em Buenos Aires, e tudo mais. Será? Farias, do Porto, também estaria na mira. Bom jogador. De Federico já chegou. Esses nomes no mínimo mostram bom gosto, e conhecimento de mercado.

Mano Menezes está ao lado de gente séria e competente. Me parece sinopse de sucesso essa parceria. Hoje ainda, estive assistindo no Youtube alguns gols de Ronaldo, nos tempos de Real Madrid. Tchê, me fez lembrar porque a alcunha de fenômeno. Por óbvio, no final da primeira década do século, Ronaldo já não é mais o mesmo fisicamente, mas sou da teoria que ele não desaprendeu, e assim sendo, ainda é letal.

Alicerçado nessa qualidade toda, penso que aí está uma equipe forte para 2010. Talvez fortíssima se conseguirem concluir suas negociações e reforçarem o atual bom elenco. E tudo isso, pela capacidade do homem que buscou o timão na cova e o colocou de volta aos altos escalões: Andrés Sanchez.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sócio Presente

Com a ultrapassagem do número total de associados em relação a capacidade do Estádio Beira-Rio, o Internacional lança hoje uma medida que logo deve ser adotada pelo Grêmio e demais clubes brasileiros com grande quantidade de sócios.

O clube espera criar uma cultura onde sócio avisa em quais jogos ele vai. A ideia vai perdurar por no mínimo 6 meses e após isso, a decisão de ir ou não ir do sócio será definitiva, e a carteira será bloqueada em caso de desistência da partida, sendo o seu lugar colocado a disposição nas bilheterias.

A diretoria colorada também tentará criar algo em termos de remuneração para estes sócios que não irão aos jogos e avisam com antecedência, sendo provavelmente em brindes ou descontos nas lojas do clube.

Abaixo coloco o print screen da tela que me loguei, avisando ao clube em quais jogos irei ou não. O site para o sócio colorado é: http://www.sociopresente.internacional.net.br/

Dica: Cliquem na imagem para ampliá-la.


Roth é UM BAITA TREINADOR.

Nestas terras elogiar Celso Roth significa vilipendiar a inteligência alheia. "Como elogias alguém que nunca ganhou nada?", dizem muitos. Outros tantos incomodam-se com Celso Roth unicamente por ele ser Celso Roth.

Daí a principal ineficácia da carreira do treinador. Sua má comunicação com o mundo torna-o deselegante aos olhos do grande público, e faz com quem tudo seja mais difícil para si próprio. A torcida vaia, a imprensa critica, e por conseguinte, o dirigente demite.

Assim, Roth dificilmente termina seus trabalhos. Dessa forma, não conquista títulos; apesar de ano após ano fazer bons trabalhos. Roth é UM BAITA TREINADOR. Seus conceitos na maioria são acertados, e conservadores. Celso Roth não inventa. Seu time começa de trás pra frente. Primeiro não perde. Depois começa a empatar, e logo ali adiante, enfilera vitórias.

Não é da escola clássica. Pouco preocupa-se com futebol vistoso, simplesmente gosta de ganhar. Um a zero é o regozijo. Fica satisfeito, e com isso gira o globo que faz sua vida ser um eterno círculo. Não é adepto de agradar, tanto na personalidade, quanto dentro de campo. Se fosse, talvez atendesse pelo nome de Paulo Autuori - mas isso é assunto para um outro post. :)

Mais um ano se passa, e novamente ele está nas cabeças. Montou um Atlético-MG redondo, como redondo era seu Grêmio, e antes seu Vasco, e antes seu Atlético-MG novamente, e antes seu Palmeiras, e antes seu Santos, e antes novamente seu Grêmio, e ainda antes, seu Internacional.

Vês? Celso Roth é um homem de bons trabalhos. Deixa saudades por onde passa. E em paralelo, não deixa. Boas equipes, péssimas relações. A falta de títulos dá-se por um somatório de motivos, mas indubitavelmente seus trabalhos rendem frutos, e o colocam como top no quesito tático e organizador de time.

Tivesse nas mãos o material humano, por exemplo, de Mário Sérgio/Tite e Paulo Autuori, certamente encabeçaria o Brasileirão. Mas seu desgaste natural pela passagem do tempo lhe afastaria do posto. Até o dia que não afastar mais. Até o dia que Roth aprender a lidar com o mundo (imprensa, grupo de trabalho, torcida). Quando esse dia chegar, se chegar, estaremos diante de um treinador que entrará pra história.

Até lá, resta apreciar o 4-4-2 atleticano em 2009, e se perguntar onde esse time chegará.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Inter está definhando

Aos poucos o Internacional definha. Degringola. Tudo o que tinha de elogiável foi pro saco. Não adianta mais se queixar do passado, em mais um time feito para o Campeonato Gaúcho. Agora já foi.

O colorado foi tão bem na largada, que perde, empata, perde, empata, empata, perde, ganha... E continua entre os 4. Mas a tenaz está perdendo força, está se soltando, o time está descolando do G-4.

Não vou citar os erros do ano porque o detriva.com não é livro. Nem vou ficar me lamentando. O que quero é dizer o que penso para o restante dos jogos finais.

Faltam 8 jogos. 24 pontos em disputa. 14 pontos para a Libertadores. Então, 14 mais 49 é igual a 63. Entretanto, os dirigentes, jogadores e boa parte da torcida falam em título, na distância em relação ao primeiro colocado ser de apenas 5 pontos. Pois bem, vejo que o buraco é mais embaixo, ou melhor, para baixo. Os times encostaram, para sair do G-4 basta um assopro de leve.

Quem analisa o todo percebe que a classificação é enganosa. O segundo turno tem uma curva lenta e descendente, pouco notada, pois o Inter AINDA permanece entre os 4.

Enfim, o Internacional definha devagarzinho, apenas os fanáticos e a crônica especializada continuam sonhando. O Inter é um sonâmbulo, que quando acordar, a Libertadores terá sido apenas um sonho.

In the left; In the right; In the Medium.

Os sul-africanos não seguraram por muito tempo a encrenca que se meteram. Tentaram, acreditaram, valorizaram, mas logicamente sucumbiram. Joel Santana não é mais o treinador do país que sediará a Copa 2010.

Um trabalho de médio prazo não é a cara do Tio Jejão. Profissional claramente raso e insosso, Joel não tem qualidade intelectual suficiente para esse tipo de empreitada. Sua carreira sempre foi no máximo mediana, e seu currículo apresenta sucesso em poucos clubes - muito mais no tiro curto do primeiro semestre, do que num planejamento de trabalho mais longo, com competições nacionais/internacionais.

Joel Santana chegou ao time sul-africano por indicação de Carlos Alberto Parreira, e lá sempre gerou desconfiança geral. Primeiramente, por não ter qualquer experiência internacional. O respeito por ele dava-se muito mais pela amizade com o treinador tetracampeão, do que pela sua aptidão e demonstração de conhecimento.

Como trabalho, Joel deixou alguma esperança na Copa das Confederações ao complicar a partida frente ao Brasil. Muita transpiração, pouca inspiração. Muito desarme, pouca armação. Dentro daquela teoria de muitos, que relatam ser fácil destruir; difícil construir.

Não ficará uma expectativa de futuro promissor no solo africano. A plantação de Joel foi tempestuosa. Não deixa um esquema tático, não deixa uma base, e sim deixa um histórico de oito derrotas nos últimos nove jogos. Personalidade abalada. Um país com imensas dificuldades, e ainda, agora, um time inseguro.

O trabalho foi ruim. Tinha data de validade, expiraria em jul/2010, pós-Copa. Não durou tanto. Assustou, foi abaixo da crítica. Tomara que os sul-africanos reconstruam-se em tempo. São o país sede, e uma das melhores coisas em Copas do Mundo é ver a saga dos locais tentando ir o mais longe possível.

À Joel, resta o retorno pra sua realidade. Treinador mediano, conseguirá algum bom emprego na volta ao Brasil, certamente. Clubes cariocas devem ser destino. Botafogo e Fluminense, talvez na Série B, seriam bom palco para ele. Vasco de volta à elite, ou ainda Flamengo (que tem "apenas" o Andrade) também seriam destinos normais.

Enfim, resta esperar aonde, mas fica a certeza de que Joel estará no cenário nacional na próxima temporada, e fatalmente bem empregado, na sua terra, em algum grande clube nacional; onde vez-sim vez-não faz bons trabalhos.

Detriva: Aprecie com Moderação!